O USO DE FERRAMENTAS
TECNOLÓGICAS COM ALUNOS DE INCLUSÃO
Fonte:
Arquivo pessoal
A comunicação é uma das funções mais
básicas do ser humano, porém, infelizmente muitas pessoas têm dificuldades em
realizá-la por conta de problemas de saúde ou necessidades especiais. Esse é o
caso do filho de Cristiane e Nelson Tascheck, Gabriel Floriano Tascheck,
portador de Atrofia Muscular Espinhal (AME) – e muitos outros que compartilham uma situação similar.
Gabriel nasceu de uma gravidez tranquila
sem nenhuma intercorrência, teve todo seu desenvolvimento normal até os cinco
meses de idade, só não conseguia dormir bem. "Começamos a levá-lo em
médicos em busca do que poderia ter com ele durante o sono, mas ninguém
descobria. A partir dos cinco meses começamos a perceber um atraso no
engatinhar, não ter vontade de se levantar, essas coisas, e a partir dos sete
meses, como não tinha tido nenhuma evolução nesse sentido, começamos novamente
a correria aos pediatras e mais pediatras até que um nos pediu uma série de
exames de sangue específicos e alguns RX. Depois dos resultados fomos
encaminhados a um neuropediatra, que nos solicitou mais exames de sangue e uma
eletroneuromiografia (exame no qual o Gabriel foi submetido a choquinhos e
agulhadas, para ver a reação dos nervos e músculos) ”, relatou a mãe.
Foi então que veio o diagnóstico de
Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma doença rara (que atinge 1 a cada 10.000
crianças), é uma doença de origem genética e é a segunda maior desordem
autossômica recessiva fatal e não têm cura definitiva. Essa doença afeta todos
os músculos do corpo, diminuindo sua força com o passar do tempo. "Mas
como a doença é rara, os médicos só nos diziam que não tinha o que fazer, e que
o Gabriel não viveria além dos oito anos", lembra a mãe. Os pais então
iniciaram a busca insana por tratamentos, remédios, e até entender a doença
pela internet, e aos poucos foram se acostumando com a ideia de que realmente o
diagnóstico do Gabriel era esse.
“Descobrimos através do site www.atrofiaespinhal.org , um grupo de pais e portadores, médicos,
terapeutas, que trocam experiências, nos dão dicas, enfim, nesse grupo
participa a Drª Alexandra Prufer Araújo (neuropediatra referência no Brasil em
AME). Consultamos com ela no Rio de Janeiro, e ela foi quem nos deu uma
orientação mais segura quanto a tudo que é possível fazer e o que pode
acontecer ao Gabriel. Ele toma um medicamento receitado pela Alexandra, que
visa tentar dar um aumento na força muscular dele, além de suplementos
vitamínicos, que tem que ser controlados através de exames regularmente”, disse
a mãe.
Gabriel tem uma rotina bastante
corrida, com pouco tempo de lazer, divide-se entre escola e exercícios de
fisioterapia motora, respiratória e fonoterapia.
Mesmo com tudo isso Gabriel estuda em
uma escola Municipal de Florianópolis onde tem toda a assistência inclusiva
necessária para seu desenvolvimento. Saibam que a AME não interfere de forma
alguma nas capacidades cognitivas do portador.
Devida a sua dificuldade de escrita, o
Gabriel utiliza o celular como tecnologia assistiva, em forma de fotos dos
conteúdos que são passados no quadro pelos professores.
A ONU elegeu o LIVOX (Liberdade em Voz
Alta) como o melhor app brasileiro para inclusão social no mundo. O software está presente em muitas APAEs
(Associação de Parentes e Amigos dos Excepcionais) do Brasil e ajuda pessoas
com as mais diversas dificuldades a se comunicarem com maior facilidade. O Livox
utiliza muitos recursos interessantes: touch inteligente que corrige o toque
imperfeito de uma pessoa com deficiência, conteúdo educacional,
compartilhamento de conteúdo entre tablets, algoritmos que adequam a
experiência às pessoas com deficiência motora, cognitiva ou visual, teclado
virtual inteligente e muito mais.
No início de 2013, um jovem do Rio
Grande do Sul ficou conhecido em todo o Brasil por causa de um software que ele
desenvolveu em sua tese de mestrado. Claudio Luciano Dusik nasceu perto de
Porto Alegre e foi diagnosticado com uma doença degenerativa ainda quando
criança. Mas isso não foi o suficiente para parar os sonhos dele.
Pensando em mudar a vida de milhares
de pessoas que também sofrem com doenças motoras, ele aproveitou a oportunidade
do mestrado para desenvolver um software que pudesse facilitar a digitação de
textos. Foi aí que começou o projeto do MOUSEKEY, um aplicativo que substitui o
teclado virtual do Windows.
Em vez de apenas teclas comuns — sendo
uma reprodução dos teclados físicos na tela do computador —, o Mousekey traz
uma série de novas teclas para os usuários. Essas teclas apresentam algumas das
principais combinações de letras utilizadas nos computadores, fazendo com que
os textos sejam compostos de uma maneira muito mais dinâmica.
